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15:56h 15.07.10
EDITORIAL DA DIRETORIA DA APCEF/MG

Para a Diretoria Executiva da APCEF/MG, a reestruturação e o PFG demonstram claramente que a Direção da Caixa diz uma coisa e faz outra.
 
Uma empresa que diz ter uma política de valorização dos empregados precisa, por coerência, aliar o discurso à prática.
 
A negociação permanente não pode existir apenas no papel e precisa ser exercitada.
 
Durante todo esse processo, a Direção da Caixa recusou-se a discutir com os empregados esses dois importantes temas, tanto para a empresa quanto para o corpo funcional.
 
O resultado dessa postura, em que pese alguns avanços, foi negativo, inclusive para a própria Caixa, que não deve ter previsto o impacto das alterações de funções em alguns sistemas corporativos da empresa.
 
Não se valoriza empregado com discriminação, com imposição de redução salarial, com insegurança, com falta de informação e desrespeito aos seus representantes.
 
Na última reunião da comissão de negociação, que ocorreu no dia 30 de junho, a empresa alegou que suspenderia a reestruturação, mas o que se vê na prática é que ela continua, já que com o PFG os Gerentes de Retaguarda e Tesoureiros de Retaguarda foram "reestruturados" de forma automática e os processos ainda continuam acontecendo.
 
Aliás, cabe ressaltar aqui a mudança ocorrida recentemente na Retaguarda de Agência que, como de praxe na reestruturação, deve ter sido feita também sem a mensuração dos impactos dessa mudança, inclusive do ponto de vista operacional e de relacionamento entre essas duas grandes áreas: Retaguarda e de Rede.
 
Outro duro golpe contra os empregados foi o absurdo do estabelecimento de uma "jornada indefinida" para determinadas funções.
 
Some-se a isso que empresa não se manifesta, dentre outras questões, sobre a Avaliação de Desempenho, cuja distribuição dos deltas já passou da hora de ser implementada, o Saúde Caixa que mesmo tendo um superávit muito grande segue sem uma solução concreta para as suas deficiências, a contratação de novos empregados e sobre a isonomia, uma das principais bandeiras da APCEF/MG.
 
Temos a consciência de que em tempos passados sequer éramos recebidos pela Direção da Caixa quando da entrega de pauta de reivindicações, como a que vai ocorrer em relação ao que foi deliberado no XXVI CONECEF. No entanto, é preciso dizer que se a mudança ocorreu nessa relação é porque também ajudamos a construí-la ao eleger para a Presidência do Brasil um representante da classe trabalhadora.
 
Não queremos apenas ser recebidos, queremos ser ouvidos, pois o destino da empresa também está nas mãos dos mais de 80 mil empregados que, efetivamente, trabalham para construir uma Caixa maior e melhor, contribuindo para mantê-la como principal cumpridora das políticas público-sociais do Governo Federal.
 
Assim, esperamos que na sexta-feira, 16 de julho, com a entrega da pauta de reivindicações do 26º CONECEF, possamos ter de fato adequadas atitudes, numa demonstração de que serão tratadas com seriedade, por parte da Caixa, as Negociações Permanentes.
 
Diretoria Executiva da APCEF/MG