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Fonte: Fenae
A pedido da Caixa Econômica Federal, foi instaurado ontem o dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mas, para que o referido dissídio venha a ser julgado, é necessária a concordância das entidades sindicais que se apresentam em mesa de negociação como representativas dos trabalhadores.
Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, dia 16 de outubro, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários posicionou-se contra a realização de julgamento do dissídio e orientou as assembleias das bases sindicais de todo o país a desautorizarem as entidades sindicais a manifestarem concordância com tal procedimento no âmbito do tribunal.
A Contraf/CUT e o Comando Nacional dos Bancários repudiam a atitude da Caixa de recorrer à Justiça do Trabalho e reafirmam disposição de continuar buscando entendimento em mesa de negociação.
Enquanto persistir o impasse, a orientação do Comando é para que as assembleias mantenham a greve e para que as entidades sindicais fortaleçam a mobilização por todo o país.
O Comando Nacional e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltam a se reunir na segunda-feira, em São Paulo (SP), após a assinatura do acordo coletivo 2009/2010 com a Fenaban. A reunião definirá os próximos passos do movimento dos empregados da Caixa.
Fenae ratifica posição do Comando Nacional dos Bancários
Ao ratificar as posições do Comando Nacional dos Bancários, a Diretoria da Fenae também repudia o comportamento da Caixa de recorrer ao TST para acabar com a greve nacional dos bancários da empresa.
Na avaliação da Fenae, essa decisão é incompreensível, assim como é inadmissível a postura que a direção da empresa vem tendo nesta campanha salarial. Não dá, portanto, para concordar com a recusa da Caixa em formalizar propostas específicas que atendam às reivindicações dos empregados, num retrocesso inexplicável.
A Fenae quer acreditar que a direção da Caixa refletirá sobre esse processo e sobre a necessidade de retomar a negociação específica da campanha salarial deste ano, como propõe a representação dos empregados, e esqueça o recurso ao TST. É fundamental retomar o diálogo franco com os empregados, para que sejam enfrentados os desafios colocados à frente da Caixa.
Os representantes dos empregados estão abertos ao diálogo e à busca de alternativas para uma proposta que possa ser aprovada dignamente pelos empregados da Caixa. É hora da unidade de todos os empregados da Caixa. Por isso, a Fenae conclama os bancários da empresa a fortalecerem a greve, demonstrando claramente que querem uma proposta digna de ser apreciada nas assembléias. |